ThinkPad: há 25 anos mudando o mundo
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ThinkPad e Intel dão voz ao Professor Stephen Hawking

Team members of Intel’s Anticipatory Computing Lab
Da esquerda para a direita: Alex Nguyen, Sangita Sharma, Max Pinaroc, Sai Prasad, Lama Nachman e Pete Denman. Membros do Anticipatory Computing Lab da Intel, responsáveis por desenvolver a interface do computador de Stephen Hawking.

Nos anos 80, houve um momento em que Stephen Hawking parecia ter chegado ao seu limite. Durante uma viagem a Genebra, o famoso físico contraiu pneumonia, o que afetou ainda mais seu corpo, que já era frágil. Inconsciente e respirando com a ajuda de aparelhos, os médicos concluíram que Hawking não sobreviveria e sugeriram à primeira esposa, Jane, que considerasse desligar os aparelhos.

Mas ela sabia que Hawking já tinha superado obstáculos antes. Aos 21 anos, ele foi diagnosticado com ELA, uma doença do neurônio motor, e foi informado de que só viveria por alguns anos. Entretanto, Hawking continuou realizando suas pesquisas científicas inovadoras. Quando Jane exigiu que Hawking fosse trazido de volta à Cambridge, ele estava trabalhando em um livro chamado Uma Breve História do Tempo.

O que ocorreu a seguir foi uma recuperação milagrosa, mas extremamente difícil. Os médicos realizaram uma traqueostomia que acabou salvando a vida de Hawking, mas levou embora sua voz. A ELA já o tinha privado da habilidade de escrever e, sem conseguir falar, ele temia nunca terminar seu livro.

No começo, ele se comunicava usando um sistema simples de cartões. Depois, foi desenvolvido um programa que permitia que ele digitasse utilizando o polegar e, por meio de um sintetizador, ele conseguia falar. Ele prosseguiu com a publicação de Uma Breve História do Tempo, que vendeu mais de dez milhões de cópias. Com o avanço da ELA, Hawking perdeu o movimento dos polegares, e passou a utilizar um único músculo das bochechas para digitar por meio de um infravermelho ligado a seus óculos.

Em 2011, o cientista se via frustrado com a produção lenta de sua redação e escreveu para Gordon Moore, co-fundador da Intel, pedindo ajuda. A Intel já apoiava algumas necessidades virtuais de Hawking desde o final dos anos 90, e Moore imediatamente encaminhou uma equipe até Cambridge, incluindo Lama Nachman, direto do Anticipatory Computer Lab da Intel no Vale do Silício.

Professor Stephen Hawking and Lana Nachman

Nachman ficou chocado ao descobrir o tempo que Hawking levava para concluir até mesmo uma operação bem simples. Ele conseguia digitar apenas uma ou duas palavras por minuto, e o sistema, com uma interface estranha, o forçava a passar quatro minutos abrindo um simples arquivo. Ali estava um gênio capaz de explicar a origem do universo, mas impedido ajuda a uma plataforma de sistema obsoleta.

A equipe estava repleta de novas ideias: de sistemas que acompanham os olhos até tecnologias que monitoram a atividade cerebral. Contudo, depois de meses estudando, Nachman percebeu que Hawking não queria uma mudança radical: o físico estava com 70 anos e não queria se esforçar para lidar com sistemas novos. Eles passaram a trabalhar em melhorias mais amigáveis, como o desenvolvimento de um software contextualizado que eliminava as etapas desnecessárias e, com a SwiftKey, a criação de um sistema que previa palavras especificamente para Hawking. “O ponto é oferecer algo que o deixe confortável”, diz Nachman.

Hoje, a produção textual de Hawking mais que dobrou. O arquivo que levava quatro minutos para ser aberto fica pronto para uso em torno de dez segundos.

“Eu me vi numa situação em que era muito difícil continuar me comunicando bem e seguir fazendo as coisas que eu amo”, ele disse aos jornalistas em 2014. “Com as melhorias feitas, agora consigo escrever mais rapidamente e isso significa que posso continuar dando palestras, escrevendo artigos e livros e falando com a minha família e os meus amigos”.

No verão de 2015, a Intel disponibilizou gratuitamente este software. Na primeira semana, as licenças para a plataforma de código aberto tiveram 10.000 downloads. Pessoas do mundo inteiro que sofriam desta doença do neurônio motor ou de outras condições que restringem movimentos usaram e modificaram o sistema – chamado ACAT – Assistive Contextually Aware Toolkit.

“O desafio da tecnologia de ponta é que, geralmente, ela é cara e inatingível”, comenta Nachman. “As pessoas me mandam e-mail dizendo ‘Morro de vontade de me comunicar com os meus queridos, e agora eu posso'”. Ela se emociona, faz uma pausa e continua: “é aí que você vê o impacto que está causando”.

Junto com o desenvolvimento do ACAT, a Intel reuniu uma equipe para garantir que Hawking tivesse o melhor equipamento disponível. Essa equipe, localizada em Oregon, é liderada pelo engenheiro Travis Bonifield, que começou a trabalhar com Hawking em 2001, antes da invenção dos tablets. Primeiro, Bonifield foi obrigado a comprar um laptop e “destrui-lo e reconstruí-lo como um tablet” para ajustá-lo à cadeira de rodas de Hawking.

A adaptação foi engenhosa, mas não perfeita. “Tudo foi personalizado, então se algo saía errado, tínhamos que desmontar tudo e juntar novamente”, Bonifield explica. “E toda vez que desmontávamos e montávamos outra vez, parecia que aparecia mais um problema”.

Em 2011, enquanto a equipe de Nachman começava a rever o software de Hawking, Bonifield estava renovando o equipamento do físico. Ele trocou o sistema antigo pelo tablet conversível Lenovo ThinkPad X220t. O computador cabia com facilidade no encaixe, tinha velocidade mais do que suficiente e uma tela superior.

“O Stephen passa muito tempo ao ar livre e nos laptops, até mesmo aqueles com visor antirreflexo, ele não conseguia ver a tela sob o sol”, ele diz.

Desde então, Bonifield atualiza o computador Lenovo de Hawking a cada dois anos. Hoje, Hawking usa o ThinkPad Yoga 260, um modelo que ele mesmo escolheu em 2016. Sempre, a confiabilidade e a durabilidade foram fundamentais. “O Stephen vive viajando, e o sistema precisa funcionar”, narra David Rittenhouse, engenheiro mecânico do projeto Hawking. “Não podemos permitir que ele esteja no palco e tenha algum problema técnico”.

Após vários anos de testes, sucessos, insucessos e repetições, a quantidade de manutenção de hardware necessária atualmente, segundo Bonifield, é “virtualmente nula”, o que permitiu que eles se concentrassem em criar recursos adicionais. Rittenhouse entrou em contato com a Sound House, cujo CEO, Tom Paddock, já havia desenvolvido sistemas de áudio customizados para o Grateful Dead e o Stevie Wonder. Em 2016, Paddock criou um novo sistema para Hawking, e a configuração atual conta com uma câmera frontal, para que Hawking possa ver o que está do outro lado do seu computador.

Ainda que as duas equipes tenham chegado a ótimos resultados, eles continuam buscando melhorias – especialmente com o passar dos anos para Hawking. Em um dia comum, a vitalidade de Hawking pode variar, o que afeta sua habilidade de flexionar o músculo facial. A equipe de Nachman está trabalhando em algoritmos novos, usando dados coletados em diversos meses, para entender melhor o alcance de Hawking, o que permite que o sensor interprete melhor seus movimentos. Eles pretendem implementar o novo sistema digital ainda esse ano.

Enquanto isso, Hawking continua trabalhando em sua pesquisa sobre os buracos negros, os desafios de informações acerca deles e as origens do universo. Em 2016, ele e os colegas Malcolm J. Perry, professor do Departamento de Matemática Aplicada e Teoria da Física na Universidade de Cambridge, e Andrew Strominger, professor de Física na Gwill E. York e Diretor do Centro de Leis Fundamentais da Natureza em Harvard, publicaram um artigo chamado “Dados Iniciais sobre Buracos Negros”, no Physical Review Letters. Nele, estão relevantes informações sobre itens devorados por buracos negros, que viveriam em uma “linha super tênue” localizada no horizonte depois que o buraco negro morre. Seu trabalho continua mantendo os astrofísicos do mundo inteiro acordados durante a noite.

Para a equipe da Intel, permitir que Hawking continue falando pelo maior tempo possível e prossiga com suas colaborações importantes é a principal motivação. E, para todos os envolvidos, esse mostrou ser o projeto de uma vida toda.

“Eu nunca fui muito deslumbrado com celebridades, mas é difícil não se impressionar com a história de vida de Stephen”, diz Bonifield, que esteve com Hawking pessoalmente por diversas vezes. “Isso vai além de proporcionar um computador a Stephen. Estamos ajudando alguém que é um tesouro mundial a poder continuar se comunicando com o mundo”.

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