ThinkPad: há 25 anos mudando o mundo
< Retornar à lista

Preservando a vida selvagem com o uso de tecnologia de drones

A vida selvagem do mundo todo está diminuindo rapidamente. De acordo com o Índice de Vida no Planeta, de 1970 a 2012, as populações de espécies vertebradas (anfíbios, aves, peixes, mamíferos, répteis) caíram 58{000a095ff30648076f0f4b30b787038af3c769807fe229295054097d29c9e084}. Até 2020, essas populações podem diminuir ainda mais, chegando a 67{000a095ff30648076f0f4b30b787038af3c769807fe229295054097d29c9e084}.

Como seres humanos, contamos com a diversidade das espécies existentes na Terra. A vida selvagem não nos proporciona apenas alimento – ela contribui para um ecossistema saudável: água limpa, ar puro, solo rico, e mais. Sem ela, não poderíamos viver de forma sustentável, e conservar essas espécies é crucial para um futuro resiliente.

Por todo o mundo, diversos grupos estão causando grande impacto em prol da conservação, mas um bastante relevante é conhecido como Drones de Conservação, uma organização que cria e promove o uso de veículos aéreos não-tripulados (UAVs) para aplicações de conservação da biodiversidade em países como a Malásia, Madagascar, Chile e Groenlândia.

Em 2011, Lian Pin Koh, Professor e Diretor de Ecologia Aplicada e Conservação da Universidade de Adelaide, no Sul da Austrália, e Serge Wich, Professor de Biologia Primata na Universidade John Moores, em Liverpool, no Reino Unido, se encontraram e debateram sobre os desafios encontrados durante o seu trabalho de conservação no Sudeste da Ásia. “Para nós, ficou claro que estávamos perdendo a guerra para preservar e proteger as espécies da região – especialmente o orangotango”, disse Koh.

Quando Koh e Wich se conheceram, os drones ainda eram uma tecnologia emergente. Havia poucas opções com baixo custo disponíveis no mercado que poderiam ser usadas para pesquisas e aplicações de preservação. Porém, para os ecologistas, nada alimenta mais a inovação do que salvar e proteger o meio ambiente.

Apaixonado por aviões movidos por controle remoto, Koh sugeriu a Wich usar esses aviões como um meio de fotografar a floresta tropical e, talvez, localizar os orangotangos e suas famílias por cima. “Isso nos ajudaria a reduzir o tempo e o custo de pesquisar e monitorar esses animais em campo”, ele diz. Com fundos da Sociedade Nacional de Geografia, eles desenvolveram o protótipo de um drone de preservação – um avião de controle remoto com sistema de autopiloto e câmeras anexadas a sua fuselagem.

O primeiro vôo de teste do protótipo de drone, realizado em 2012, na ilha de Sumatra, na Indonésia, foi um sucesso. Koh e Wich conseguiram capturar imagens e vídeos das florestas tropicais nas quais vinham trabalhando há anos. “Foi a primeira vez que vimos nossas matas por cima”, disse Koh. “Imediatamente, nós percebemos o potencial dessa tecnologia não só para preservar os orangotangos, mas para preservar e pesquisar outras espécies em lugares diferentes do mundo”.

Seu sucesso levou ao ConservationDrones.org, um site criado por Koh e Wich para compartilhamento de suas descobertas com aqueles que quisessem usar os drones para suas próprias pesquisas e aplicações de preservação. Em 2013, o ConservationDrones.org foi formalmente reconhecido como uma organização sem fins lucrativos, a fim de ajudar a trazer a tecnologia para outras pessoas interessadas em preservação no mundo todo.

Como parte do seu trabalho na organização, Koh e Wich levaram a tecnologia aos países que mais necessitavam dela. Eles construíram drones multirotores e com asas, integrando diferentes tipos de câmeras e sensores para as aplicações necessárias às instituições dos seus parceiros. Um dos seus primeiros projetos envolvia o uso de drones com asas fixas para controlar os Parques Nacionais de Bardiya e Chitwan, no Nepal, em busca de possíveis caçadores ilegais. Outro projeto envolvia o uso de drones para monitorar recifes e outras áreas marítimas protegidas em Belize, na América Central, em busca de atividades de pesca ilegal.

Para sua pesquisa na Universidade de Adelaide, Koh e sua equipe de 17 pessoas estão usando drones para contar o número de aves que fazem ninho em grandes colônias. “Tradicionalmente, os ecologistas usam binóculos e ficam a alguma distância das colônias para estimar o número de aves. Entretanto, em colônias grandes com centenas de milhares de aves, é impossível chegar a um número exato”, afirma Koh.

Um dos doutorandos de Koh desenvolveu um método de operar drones sobre colônias e fotografá-las. Os dados capturados são inseridos em um software de visão que conta as aves automaticamente. Koh observa que o processamento dos dados do drone exige muita energia do computador, o que o ThinkPad oferece. “O processamento de dados do drone é pesado e exige muita energia do computador para gerar mapas e modelos tridimensionais de paisagens”, ele diz. “Meu grupo possui três ThinkPad T440s, que são usados para processar os dados. Esses laptops são poderosos, o que nos proporciona energia suficiente para o processamento de que precisamos”.

O grupo de Koh também usa os ThinkPads para operar drones em campo. Seu trabalho nos drones consiste basicamente em programar missões no laptop e subí-las para os drones, que voam sozinhos até pontos predeterminados. “O ThinkPad é muito resistente em campo”, Koh comenta. “Ele tem um design simples, mas é forte e consegue suportar condições ambientais desafiadoras”.

Koh e sua equipe também estão trabalhando com o Departamento de Meio Ambiente, Água e Recursos Naturais do Sul da Austrália, utilizando drones adaptados com câmeras de reconhecimento de temperatura para localizar e contar os coalas nas árvores. A agência governamental pretende usar os drones para melhorar seu trabalho de monitoramento e desenvolver melhores planos de gestão para manter o equilíbrio entre os coalas e a vegetação da qual eles dependem. Além disso, como diretor da Unidade de Aeronaves Não-Tripuladas para Pesquisa da universidade, Koh apóia outros pesquisadores utilizando drones nas suas obras. Eles se uniram a indústrias agrícolas, mapeando fazendas para ajudar os fazendeiros a administrarem melhor suas terras.

“Quero continuar ajudando outros pesquisadores a usarem os drones com mais eficácia”, diz Koh, olhando para o futuro. Com o uso cada vez maior da tecnologia de drones, as possibilidades são infinitas – vão muito além da preservação e da proteção das florestas e da vida selvagem no mundo todo.

Processadores Intel® Core™. Se tem Intel, tem máxima produtividade.

Não é um notebook. É um ThinkPad.

Para saber tudo sobre a linha ThinkPad e comprar seus notebooks e tablets mais atuais, acesse o site Lenovo.com.

Ultrabook, Celeron, Celeron Inside, Core Inside, Intel, Intel Logo, Intel Atom, Intel Atom Inside, Intel Core, Intel Inside, Intel Inside Logo, Intel vPro, Itanium, Itanium Inside, Pentium, Pentium Inside, vPro Inside, Xeon, Xeon Phi, e Xeon Inside são marcas registradas da Intel Corporation e suas subsidiárias nos EUA e/ou demais países.